
Diego Zanotti é psicólogo clínico e pesquisador das formas contemporâneas de vínculos, presença e sofrimento psíquico. Sua escuta nasce da clínica, mas não se atrela apenas ao sintoma: Diego também é cineasta documentarista, atravessa o consultório e se expande para os interiores do Brasil, para pesquisas de campo em territórios marcados por memória e transformação. Com formação em Psicologia, Análise Corporal Contemporânea, Clínica Pós-Reichiana e Psicossomática, sustenta sua prática em supervisões, formações e estudos permanentes, reunindo rigor técnico e sensibilidade para compreender como cada sujeito constrói suas formas de existir, se proteger e se transformar.
Mestre em Arte, Cultura e Linguagens pela UFJF, há mais de 17 anos desenvolve investigações e laboratórios de pesquisa que atravessam a clínica, cultura e a geografia brasileira. Dessa produção resultam filmes, artigos e dossiês atravessados por escutas profundas, dedicados a compreender como os vínculos contemporaneos e as intimidades vêm sendo reorganizados na contemporaneidade — e quais são os custos subjetivos desse tempo. Modos de vida, feridas coletivas e suas formas de elaboração.
Com essas ferramentas, conduz atendimentos, grupos, vivências e mergulhos pelo país, articulando escuta, experiência estética e trabalho corporal como método de investigação e transformação. Confira abaixo suas principais formações e publicações na área

O que é ínfimo demais para ver. O que é vasto demais para ignorar. Campo, clínica, cultura.
O que é a
Análise Corporal Contemporânea
psicanálise, neurociências e epigenética
Inspirada na tradição reichiana e desenvolvida por Genovino Ferri — psiquiatra e psicanalista italiano, expoente atual da psicoterapia corporal — a Análise Corporal Contemporânea compreende o corpo como um campo primordial de linguagem e organização psíquica.
Diego formou-se diretamente com Ferri, mantém supervisões clínicas contínuas e integra o corpo de psicoterapeutas filiados ao IBAR (Instituto Brasileiro de Análise Reichiana – São Paulo), em parceria com o SIAR (Scuola Italiana di Analisi Reichiana), presidido por Ferri.
A Análise Corporal Contemporânea é uma abordagem psicoterapêutica que articula escuta psicanalítica, leitura do caráter e trabalho somático — porque aquilo que você vive não se passa apenas “na mente”. Inscreve-se também na respiração, no tônus que sustenta ou cede, na postura que avança ou recua, no olhar que enfrenta ou desvia, e na forma, muitas vezes silenciosa, com que você se protege do mundo.
Muitas pessoas chegam com notável lucidez sobre a própria história, mas com pouca possibilidade de habitá-la: compreendem, nomeiam, explicam — e, ainda assim, algo permanece intocado, repetindo-se.
Aqui, o trabalho é aproximar o saber do viver: permitir que a elaboração psíquica atravesse o corpo, para que o que foi apenas entendido possa, enfim, ser sentido, sustentado e transformado com rigor e tempo.
Principais formações
Monografia Cine-grafias da Subjetividade: diálogos entre a Psicologia da Gestalt e o Cinema Documentário, inaugurando sua investigação entre psicologia e documentário.
RESUMO:ONGARO, Diego. Cine-grafias da Subjetividade: diálogos entre a psicologia da gestalt e o cinema. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia). Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2009.
Este trabalho iniciou-se a partir da necessidade de ampliar as possibilidades reflexivas acerca do sujeito por meio da evidência de uma subjetividade “composta em cenas” através do Cinema Documentário e da teoria da Gestalt. É uma abordagem da subjetividade integrada em um dos componentes mais evidentes aos olhos humanos e ao mesmo tempo tão revelador: a imagem. Além disso, procurou-se analisar quais fatores este gênero específico do cinema, o Documentário, traz em sua linguagem que agregam com precisão a subjetividade na representação do Real. Esta reflexão, traduzida em um encontro entre o espectador e o filme, tornou um diálogo promotor de novas possibilidades de contato entre o saber psicológico e a arte cinematográfica produtora de sentidos. É, portanto, um trabalho baseado na evidência apurada de uma Cine-grafia da Subjetividade composta por expressões e comportamentos que se transformam num aparato cinematográfico fundamental e que possibilita a afirmação de que o Cinema permite ver muito mais que a presença de algo.
Palavras-chave: Psicologia da Imagem. Gestalt. Cinema. Documentário. Subjetividade.
Dissertação "Geopoéticas do espaço e da mobilidade: performances de trânsito nos filmes de Clarissa Campolina", explorando deslocamentos, autoria feminina e cinema documental.
ONGARO, Diego B Z. Geopoéticas do espaço e da mobilidade: performances de trânsito nos filmes de Clarissa Campolina. Dissertações (Mestrado em Artes, Cultura e Linguagens) – Instituto de Artes e Design, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2016.
RESUMO
O cinema, como ação de um transitar político no mundo, estampa nos nossos próprios corpos os efeitos de uma intensa mobilidade contemporânea. Mas o que, de fato, move o cinema? Sendo uma prática de espaços, o filme cria o seu próprio itinerário de passagem cuja emoção é o seu principal afeto de transporte - imagens e sujeitos mobilizam e são mobilizados pelo filme. Pautados nesse cinema de afetos, nos aliamos ao trabalho da diretora mineira Clarissa Campolina, a partir dos filmes O Porto, Trecho e Girimunho. Com eles propomos um itinerário especial em torno de questões sobre os espaços esvaziados pelo poder hegemônico, sobre o deslocamento errante e a força de um “movimento menor”. Reflexões que trazem à tona o deslocar como potência, como performance de trânsito nos espaços da tela e da vida que não cessam de apresentar novas configurações e conteúdos, que nos convidam a reconhecer as geopoéticas que redesenham, a todo momento, a nossa própria travessia no mundo.
Orientadoras:
Karla Holanda de Araúo
Rosane Preciosa Sequeira
Palavras-chave: Cinema; Espaço; Mobilidade; Geopoética; Afetos.
Leia na íntegra aquiO presente trabalho de conclusão de curso encontra-se publicado no capítulo “Na natureza, nada existe sozinho: conexões em silêncio na digitalização dos corpos”, integrante da obra Quatro visões + 1 sobre os vínculos humanos e artificiais (NEVES et al., 2024), apresentada ao Instituto Brasileiro de Análise Reichiana (IBAR) como Trabalho de Conclusão de Curso.
RESUMO
O artigo “Na natureza, nada existe sozinho: conexões em silêncio na digitalização dos corpos” propõe uma reflexão sobre a solidão contemporânea e as novas formas de vínculo humano diante da expansão tecnológica e da presença crescente da inteligência artificial. A partir da perspectiva da Análise Reichiana Contemporânea e de autores como Genovino Ferri, Sherry Turkle e Kate Darling, o estudo investiga os impactos da digitalização dos corpos e da comunicação mediada por máquinas na subjetividade e nas relações afetivas. Por meio de uma pesquisa de campo realizada em diferentes regiões do Brasil e do diálogo com narrativas populares, especialmente com o guia Getúlio, o texto constrói uma leitura poética e crítica sobre a substituição das relações vivas por conexões artificiais. A análise aponta que a ilusão de companhia proporcionada pela tecnologia acentua o isolamento e a perda do contato genuíno, propondo como alternativa o resgate da presença, da humildade e da biosfera como paradigmas relacionais. O artigo conclui que a reconexão entre corpo, natureza e alteridade é fundamental para restaurar o equilíbrio emocional e ético do humano em um mundo digitalizado.
Palavras-chave: solidão contemporânea; vínculos humanos; digitalização dos corpos; inteligência artificial; Análise Reichiana.
pelo Centro Reichiano (Curitiba). Publicações e pesquisas em andamento.
Espaço Somato - Rio de Janeiro. Direção: Fernando Acosta.
Publicações e pesquisas em andamento - veja mais na área de "Publicações".
Curso de Extensão (EAD) pela Universidade de São Paulo 2025 (USP), professor ministrante Moacyr Luiz Aizenstein.
Publicações
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