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Janeiro, movimento e aquilo que nos permite ver
Retomar os movimentos no cinema é também reacender um modo de estar em deslocamento, em escuta e em abertura. Entre a estrada e a clínica, o que permanece é o gesto de abrir janelas para o mundo e sustentar a possibilidade de ver.
Estrada, Clínica, Cinema
22 de fevereiro de 2026 às 14:50:03
Feliz de retomar os movimentos no cinema agora em janeiro — enquanto a clínica e o consultório continuam a todo vapor — e também de reencontrar, no trabalho com a imagem em movimento, esse movimento de estrada que tanto me atravessa.
O cinema é, para mim, um exercício de janela para o mundo. A clínica, por sua vez, é a hora em que a gente pode abrir essa janela: escancarando-a ou apenas deixando passar a luz por pequenas frestas. Em ambos os campos, existe algo que segue sendo essencial: a possibilidade de ver.
Ver o mundo, ver o outro, ver a si mesmo. Ver o que ainda não tinha nome. Ver o que estava à margem, no extracampo, naquilo que muitas vezes permanece entre o silêncio, o gesto e a paisagem.
Talvez seja esse um dos pontos mais profundos de encontro entre cinema e clínica: ambos criam condições para que algo apareça. Ambos lidam com presença, atenção, abertura e travessia. E ambos, cada um à sua maneira, nos convocam a sustentar um olhar vivo sobre a experiência.
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