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psicanálise no corpo,
o corpo na psicanálise

saiba mais sobre a Análise Corporal Contemporânea 

Atendimento presencial em Juiz de Fora (MG) e online.
Diego Zanotti – Psicólogo
CRP 04/3286-3

O que é a Análise Corporal Contemporânea

psicanálise, neurociências e epigenética

A Análise Corporal Contemporânea é uma abordagem psicoterapêutica que articula escuta psicanalítica, leitura do caráter e trabalho somático — porque aquilo que você vive não se passa apenas “na mente”. Inscreve-se também na respiração, no tônus que sustenta ou cede, na postura que avança ou recua, no olhar que enfrenta ou desvia, e na forma, muitas vezes silenciosa, com que você se protege do mundo.

 

Muitas pessoas chegam com notável lucidez sobre a própria história, mas com pouca possibilidade de habitá-la: compreendem, nomeiam, explicam — e, ainda assim, algo permanece intocado, repetindo-se.

Aqui, o trabalho é aproximar o saber do viver: permitir que a elaboração psíquica atravesse o corpo, para que o que foi apenas entendido possa, enfim, ser sentido, sustentado e transformado com rigor e tempo.

"O corpo não mente, apenas diz de outro modo.”
– G. Ferri

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Percurso Clínico e Pesquisa

Inspirada na tradição reichiana e desenvolvida por Genovino Ferri — psiquiatra e psicanalista italiano, expoente atual da psicoterapia corporal — essa abordagem compreende o corpo como um campo primordial de linguagem e organização psíquica.

 

Diego formou-se diretamente com Ferri, mantém supervisões clínicas contínuas e integra o corpo de psicoterapeutas filiados ao IBAR (Instituto Brasileiro de Análise Reichiana - São Paulo), em parceria com o SIAR (Scuola Italiana di Analisi Reichiana), presidido por Ferri, mantendo estudos constantes com o mesmo.

 

Em paralelo, desenvolve investigações clínicas e autorais sobre vínculos contemporâneos, sexualidade, intimidades sintéticas e solidão, a partir de laboratórios de pesquisa que atravessam a clínica, o cinema e a fotografia. Dessa produção resultam filmes, artigos e dossiês dedicados a compreender como o corpo, o desejo e o laço social vêm sendo reorganizados na contemporaneidade — e quais são os custos subjetivos desse tempo.

 

Com essas ferramentas, Diego atua pelo país conduzindo grupos, vivências e mergulhos que articulam cinema e processos coletivos de tomada de consciência, criando espaços onde experiência estética, escuta e trabalho corporal se encontram como método de investigação e transformação.

Confira logo abaixo suas principais formações e publicações na área.

Psicologia Clínica e Análise Corporal Contemporânea

Quando mente, emoção e corpo voltam a operar como um sistema único.

Na clínica corporal, entendemos o caráter como um conjunto de estratégias de adaptação construídas ao longo da vida — uma engenharia de defesa que permitiu sobreviver, pertencer e se organizar diante do que foi impossível sustentar de outro modo. Essas defesas são inteligentes e necessárias, mas, quando endurecem, passam a governar a vida como se fossem a própria verdade do sujeito.

 

Com o tempo, aquilo que foi proteção pode se tornar automatismo: relações que se repetem, confiança sempre adiada, controle racional como único chão, ansiedade que não cessa, sensação de desconexão, uma vitalidade que parece sempre em falta. E isso não se revela apenas nas escolhas “conscientes”. Aparece no corpo: na musculatura que segura, na respiração que economiza, na presença que se retrai, no modo como alguém se aproxima — ou não.

 

O trabalho de análise corporal não é o de “quebrar defesas”, e sim torná-las menos absolutas: reconhecer sua lógica, localizar seu custo e criar uma margem de liberdade onde antes havia apenas necessidade. Com ética e cuidado, o que se busca é a flexibilização do que está fixado — sem violência, sem atalhos. Por isso, o eixo não recai apenas no que você diz (o conteúdo), mas em como você diz e como você se organiza no encontro (a forma). 

A prática dialoga com contribuições contemporâneas da psicologia do trauma e da neurociência, compreendendo que experiências precoces e estresse crônico podem alterar a regulação do sistema nervoso (hipervigilância, ansiedade, congelamento, apatia).

 

Dentro dessa perspectiva, o processo clínico considera ritmos, limites e recursos de cada pessoa, trabalhando a partir da escuta e da observação psicocorporal para trabalhar, com rigor e escuta profunda, os modos pelos quais o sujeito se organiza diante do perigo, do desejo e do contato — e como isso se inscreve na fala, no corpo e na relação.

A clínica, então, acompanha a passagem do automático ao reconhecível: aquilo que se repete, aquilo que se interrompe, aquilo que se cala se torna um convite enigmático. 

Uma clínica atual: corpo, trauma, vitalidade e aquilo que insiste

Como funciona o processo psicoterapêutico

  • Sessões iniciais para compreender sua história, necessidades e condições do cuidado.

  • Sessões semanais de 50 minutos, com duração ajustada ao ritmo e ao processo de cada pessoa.

  • Um espaço de confidencialidade e ética, pautado no respeito à singularidade e seu tempo único. 

     

  • Atendimentos na modalidade online e presencial (em Juiz de Fora - MG), conforme avaliação clínica.

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Linhas de Pesquisa
e Interesse Clínico

  • Solidão contemporânea e vínculos artificiais

  • Corpo como território e expressão simbólica

  • Epigenética e sexualidade

  • Transmissão intergeracional do trauma

  • Psicanálise e neurociências

  • Ecopsicologia e ansiedade climática

  • Clínica transcultural e artística

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Publicações e Reflexões Clínicas

Caminhos do Cuidado

  • Monografia Cine-grafias da Subjetividade: diálogos entre a Psicologia da Gestalt e o Cinema Documentário, inaugurando sua investigação entre psicologia e documentário.

    RESUMO:

     

    ONGARO, Diego. Cine-grafias da Subjetividade: diálogos entre a psicologia da gestalt e o cinema. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia). Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2009.

     

    Este trabalho iniciou-se a partir da necessidade de ampliar as possibilidades reflexivas acerca do sujeito por meio da evidência de uma subjetividade “composta em cenas” através do Cinema Documentário e da teoria da Gestalt. É uma abordagem da subjetividade integrada em um dos componentes mais evidentes aos olhos humanos e ao mesmo tempo tão revelador: a imagem. Além disso, procurou-se analisar quais fatores este gênero específico do cinema, o Documentário, traz em sua linguagem que agregam com precisão a subjetividade na representação do Real. Esta reflexão, traduzida em um encontro entre o espectador e o filme, tornou um diálogo promotor de novas possibilidades de contato entre o saber psicológico e a arte cinematográfica produtora de sentidos. É, portanto, um trabalho baseado na evidência apurada de uma Cine-grafia da Subjetividade composta por expressões e comportamentos que se transformam num aparato cinematográfico fundamental e que possibilita a afirmação de que o Cinema permite ver muito mais que a presença de algo.

     

    Palavras-chave: Psicologia da Imagem. Gestalt. Cinema. Documentário. Subjetividade.

  • Dissertação "Geopoéticas do espaço e da mobilidade: performances de trânsito nos filmes de Clarissa Campolina", explorando deslocamentos, autoria feminina e cinema documental. 
     

    ONGARO, Diego B Z. Geopoéticas do espaço e da mobilidade: performances de trânsito nos filmes de Clarissa Campolina. Dissertações (Mestrado em Artes, Cultura e Linguagens) – Instituto de Artes e Design, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2016.

    RESUMO
    O cinema, como ação de um transitar político no mundo, estampa nos nossos próprios corpos os efeitos de uma intensa mobilidade contemporânea. Mas o que, de fato, move o cinema? Sendo uma prática de espaços, o filme cria o seu próprio itinerário de passagem cuja emoção é o seu principal afeto de transporte - imagens e sujeitos mobilizam e são mobilizados pelo filme. Pautados nesse cinema de afetos, nos aliamos ao trabalho da diretora mineira Clarissa Campolina, a partir dos filmes O Porto, Trecho e Girimunho. Com eles propomos um itinerário especial em torno de questões sobre os espaços esvaziados pelo poder hegemônico, sobre o deslocamento errante e a força de um “movimento menor”. Reflexões que trazem à tona o deslocar como potência, como performance de trânsito nos espaços da tela e da vida que não cessam de apresentar novas configurações e conteúdos, que nos convidam a reconhecer as geopoéticas que redesenham, a todo momento, a nossa própria travessia no mundo.

    Orientadoras: 
    Karla Holanda de Araúo
    Rosane Preciosa Sequeira

    Palavras-chave: Cinema; Espaço; Mobilidade; Geopoética; Afetos.

    Leia na íntegra aqui

  •  

    O presente trabalho de conclusão de curso encontra-se publicado no capítulo “Na natureza, nada existe sozinho: conexões em silêncio na digitalização dos corpos”, integrante da obra Quatro visões + 1 sobre os vínculos humanos e artificiais (NEVES et al., 2024), apresentada ao Instituto Brasileiro de Análise Reichiana (IBAR) como Trabalho de Conclusão de Curso.

    RESUMO 
     

    O artigo “Na natureza, nada existe sozinho: conexões em silêncio na digitalização dos corpos” propõe uma reflexão sobre a solidão contemporânea e as novas formas de vínculo humano diante da expansão tecnológica e da presença crescente da inteligência artificial. A partir da perspectiva da Análise Reichiana Contemporânea e de autores como Genovino Ferri, Sherry Turkle e Kate Darling, o estudo investiga os impactos da digitalização dos corpos e da comunicação mediada por máquinas na subjetividade e nas relações afetivas. Por meio de uma pesquisa de campo realizada em diferentes regiões do Brasil e do diálogo com narrativas populares, especialmente com o guia Getúlio, o texto constrói uma leitura poética e crítica sobre a substituição das relações vivas por conexões artificiais. A análise aponta que a ilusão de companhia proporcionada pela tecnologia acentua o isolamento e a perda do contato genuíno, propondo como alternativa o resgate da presença, da humildade e da biosfera como paradigmas relacionais. O artigo conclui que a reconexão entre corpo, natureza e alteridade é fundamental para restaurar o equilíbrio emocional e ético do humano em um mundo digitalizado.

     

    Palavras-chave: solidão contemporânea; vínculos humanos; digitalização dos corpos; inteligência artificial; Análise Reichiana.

  • pelo Centro Reichiano (Curitiba). Publicações e pesquisas em andamento. 

  • Espaço Somato - Rio de Janeiro. Direção: Fernando Acosta.

  • Publicações e pesquisas em andamento - veja mais na área de "Publicações". 

  • Curso de Extensão (EAD) pela Universidade de São Paulo 2025 (USP), professor ministrante Moacyr Luiz Aizenstein. 

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e agendamentos 

Email: dizpsi@gmail.com 

Whatsapp: 32 999905183

Atendimentos presenciais: 

Ed. Stella Central, Av. Rio Branco, 2679 - sala 1108 - Centro. 
Juiz de Fora - MG.

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