CORPO, CONSCIÊNCIA E (R)EXISTÊNCIA

workshop terapêutico

Em tempos onde a ansiedade e o hipercontrole tornam-se grandes marcas nas relações atuais, onde a falta de contato real e simples confunde nossa espontaneidade, sejamos fonte de potência, cargas de afeto, pilhas de transformação uns para os outros. Juntxs poderemos praticar e compreender um pouco mais sobre o nosso próprio espaço pessoal e coletivo, e criar as cargas que precisamos para sustentar nossa vida, nossa autonomia e nossa liberdade.

o que é?

É um workshop terapêutico baseado na Psicoterapia Corporal com ênfase grupal. Trabalhamos com o método de consciência corporal de Wilhelm Reich, médico, psicanalista e cientista natural que trouxe a abordagem do inconsciente a partir do corpo. Nestes encontros trabalharemos teórica e praticamente alguns pilares básicos sobre consciência corporal, fluxo vital, bioenergia e dissolução parcial ou total das couraças (tensões e rigidez musculares).

nossa rota de tópicos especiais:

– Novas possibilidades de existência a partir do simples
– Consciência corporal e a produção de potência interna
– O espaço pessoal e as invasões virtuais
– Fluxo livre ou miséria energética?
– Vulnerabilidade como potência pessoal e coletiva
– Novas perspectivas para o sempre igual
– Sustentação e sustentabilidade: bioenergia, bioeletricidade e a produção de carga
– Gestão de Si e Gestão do Coletivo

menos poder, mais POTÊNCIA!

Este encontro visa facilitar e preparar um terreno de transformação para os tempos atuais. Este é um convite a se unir a essa jornada que começou a partir das práticas do Soma (Somatopsicodinâmica) e que agora se transforma nesta nova modalidade.

Acreditamos que o espaço seguro, desarmado e simples é o principal catalizador de insights.

Nossas práticas estão calcadas em exercícios biofísicos básicos firmados na ética psicológica e no método da Abordagem Corporal Reichiana. Firmaremos um contrato sólido de respeito e acolhimento humano durante toda a vivência, para que o aprendizado possa fluir num espaço seguro, respeitoso, humano e sem ultrapassar quaisquer limites pessoais. As práticas serão baseadas especialmente na exploração da respiração consciente e de movimentos corporais biodinâmicos, num espaço seguro, humano, de total acolhimento, com o intuito de trabalhar conexões profundas em si mesma(o). Também teremos muito diálogo e produção de saberes durante todo o encontro. Acreditamos que a verdadeira resistência para o mundo de hoje é tomar a existência como afirmação do que realmente importa para si (e o coletivo é o principal catalisador disso).

OS QUATRO PILARES DO GRUPO:

1 - A PERCEPÇÃO DE SI

o espaço pessoal e o contorno do vazio (Gestão de Si)

Hoje vemos a marca do mundo contemporâneo estampada nos nossos próprios corpos: somos do excesso, somos da imagem, somos da tecnologia. Há quem diga que nos aproximamos dos seres cyborgues ao ter o celular como extensão do corpo e da memória: metade humano, metade máquina. Os autoritarismos diários e as práticas de poder atuais nos reduzem a uma identidade moldada ao capital, ao sucesso e, por vezes, à intolerância. Porém, esquecemos de nossos verdadeiros e espontâneos movimentos na vida. Como eu fico no meio de tudo isso? Se somos seres resultado de nossa cultura, precisamos de limite e de contornos pra tudo isso, e o primeiro limite seria o cuidado com o espaço que você ocupa no mundo, seu corpo, suas intensidades, seus afetos. Conhecer a si, é estar aberto ao mundo. É dar cabo à sua forma criativa de viver, a sua força originária, a fundação do movimento mais limpo, a pulsão de amor.

2 - O GRANDE SALÃO DOS ESPELHOS

vulnerabilidade como potência pessoal e coletiva (Gestão do Coletivo)

Alguns autores dizem que estamos vivendo uma segunda idade média: o retorno do hipercontrole, da culpa, do sacrifício baseados no espetáculo dos excessos e da exposição. Neste des-governo, olhamos para dentro, o micro: qual a nossa capacidade de compreensão dessas circunstâncias, qual a minha capacidade de reflexão sobre mim, sobre as emoções em  meu corpo, sobre o outro? Esse processo funda o que chamamos naturalmente de processo-espelho. Quando questiono e observo com consciência minhas próprias questões, naturalmente eu me torno um espelho para o outro. Refletir o outro é refletir sobre o outro. A isso chamamos empatia, que, para tal, demanda uma entrega real às relações e assumir para si uma dose de vulnerabilidade.  Então, perceber-se finito, frágil, menor, é a condição da existência e não um erro. Daí nasce o princípio de co-existência: sou pequeno e me fortaleço no grupo. O princípio da hospitalidade tão lindamente exposto por Viviane Mosé: eu preciso hospedar o outro, ter o outro dentro de mim. Ironicamente, a auto-permissão de nossa fragilidade nos abre para um mundo novo de forças.

3 - SUSTENTAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

bioenergia corporal e aumento de carga (Ecologia)

Quando percebemos que somos fonte de fluxos novos e emergentes a todo momento, o mundo, o nosso mundo interno, parece triplicar de tamanho. Vejamos: a fricção entre pessoas e pessoas também é capaz de gerar energia livre – nem sempre as relações aprisionam. Como produzir as forças de que preciso para sustentar minha vida, meus planos, minhas relações e meu caminho?  O aumento de nossa potência interna instiga novos arranjos de si e de valores. E, na prática, não é tão difícil incrementar nossa carga vital, mas o desafio está na sustentação e na permanência desses fluxos novos no corpo.

4 - DE EGOLOGIA À ECOLOGIA

tecnologias leves e criatividade (Ecopsicologia)

Egologia como gasto energético neurótico, compulsivo, obsessivo desnecessário. Nossas questões e nossos conflitos internos também gastam energia e hoje nos vemos numa necessidade fundamental de racionar nossa neurose, de produzir mais energia limpa no corpo componente deste planeta. A Ecopsicologia como ponte para liberar o passado, o velho, o repetitivo, para sobrar energia para o presente e a presença: o sentimento oceânico restaurador da vida. Vivemos nessa rede capaz de nutrir. Nesse ponto, sustentados em si, temos a capacidade de olhar e ver o mundo, relacionar-se com as pessoas, coisas e situações numa perspectiva planetária -> quando o ego se torna eco.

o que posso encontrar?

✓ Consciência corporal sensível

✓ Transformação de padrões comportamentais limitantes

✓ Contato e comunicação integrada consigo mesmo, seu corpo e com os outros

✓ Experimentar um campo seguro de práticas e trocas conscientes numa linguagem profundamente afetuosa

✓ Inspirações, expirações e reflexões existenciais sobre os tempos atuais

✓ Conhecer mais sobre seu próprio corpo

✓ Expandir a percepção do seu comportamentos em diversos campos, especialmente nas relações com os outros

✓ Consciência e integração corporal

✓ Novos platôs de conexão e de sensação corpórea

Isso nos leva a:

✓ Novas bases de percepção do mundo

✓ Nova dinâmica de comportamento

✓ Sensibilização das relações consigo mesmo e com o mundo

modalidades

GRUPOS

Facilitação de grupos adequados há uma escala entre 1 até 10 encontros, com rodas integrativas e atendimentos individuais entre os encontros. Bom para núcleos, unidades, escolas, empresas e espaços terapêuticos em geral.

RETIROS

Esta modalidade prevê imersões de três a quatro dias em regiões preferencialmente distantes das grandes cidades, que ofereçam espaços e vivências em meio à natureza. Nesta imersão podemos aprofundar no trabalho da respiração circular consciente e da bioeletricidade, seguindo com absoluta qualidade de tempo e espaço para o grupo. Prevemos aqui uma abordagem integrada a alguns elementos e situações possíveis com alimentação viva, yoga, jam musical e meditações ativas, além do suporte integrativo em meio a vegetação, florestas, rios e cachoeiras.

INDIVIDUAL

Nesta abordagem podemos mergulhar na particularidade dos processos de expressão, sensação e integração pessoais, oferecendo um acompanhamento singular através da Psicoterapia Breve pela abordagem Reichiana para questões específicas a serem trabalhadas.

sobre o facilitador

Diego Zanotti (CRP04/32863) é psicólogo corporal, Mestre em Artes, Cultura e Linguagens pela UFJF/MG com formação Clínica Corporal Reichiana, Somatopsicodinâmica e Gestalt Sistêmica. Diego atua pelo país em projetos de integração entre ciência & consciência unidos aos fluxos atuais. Cineasta e documentarista, também produz filmes com a temática da transcendência e ancestralidade, além de atuar com consultoria em mentoring em Comunicação Visual e Expressão Consciente. 

mitos & medos
sobre o trabalho corporal

dúvidas frequentes

É muito comum que exista um imaginário social amplo sobre o trabalho corporal que muitas vezes provoca medo e insegurança nas pessoas. Muitos desejam mergulhar no mundo das consciências corporais e buscam um ambiente seguro para isso. Claro! Nós precisamos de segurança e seriedade nesta senda da consciência pessoal, seja ela em qual abordagem for. Por isso, criei aqui um espaço de dúvidas comuns que surgem e que podem ajudar a clarear mais sobre nossa proposta de grupo:

Nunca fiz terapia e nenhuma prática corporal. Posso ainda assim fazer a vivência?

Claro. Não há nenhum requisito terapêutico para realizar o workshop. Venha com sua disponibilidade interna para se transformar a partir de si mesma e do grupo. Saiba que estará adentrando um espaço de total confiança, respeito e acolhimento.

Tenho algumas limitações físicas e meu corpo não atinge certos movimentos. Posso ainda assim fazer a vivência?

Sim, você pode. Todas as propostas são adaptáveis aos indivíduos presentes no grupo. Nada será imposto, tudo será conversado e acordado, e sua limitação física terá especial atenção.

Tenho medo de ir para o grupo.

Preciso lembrá-la(o) que este é um espaço para práticas e saberes com foco no respeito e na linguagem afetuosa. Acreditamos que o espaço seguro, desarmado e simples é o principal catalizador de insights. Não haverá imposições e você não fará nada que não queira durante o grupo. Não há nada que ultrapasse seus limites a não ser você mesma(o).

Terá nudez?

Não. Este grupo não trabalha a nudez ou outras práticas de exposição pessoal baseadas na sexualidade genital. Nossas práticas estão calcadas em exercícios biofísicos básicos que não envolvem qualquer tipo de nudez ou exposição deste tipo. Todos os exercícios estão firmados na ética psicológica e no método da Abordagem Corporal Reichiana. Firmaremos um contrato sólido de respeito e acolhimento humano durante toda a vivência, para que o aprendizado possa fluir num espaço seguro, respeitoso, humano e sem ultrapassar quaisquer limites pessoais.

quer levar este
grupo para a sua cidade?

seja um colaborador!

manual da helper & produtor(a) local

Trabalho cada dia mais investigando e investindo em diversas formas de parcerias e colaborações tanto para meu trabalho quanto para os dos outros. Este grupo circula apoiado por pessoas que também acreditam na força de nossas descobertas juntxs e que se dispõem a manifestar este projeto.

Se você se interessou pelo grupo, fez o primeiro contato comigo e começou a mobilizar o público para que este nosso encontro aconteça, você é um helper. Já a produtor(a) local irá organizar e manifestar a logística/estrutura necessárias para o bom andamento do grupo.  Saiba mais nas dúvidas frequentes abaixo:

Como posso me tornar uma helper ou um produtor(a) local?

A helper é como se fosse a embaixador(a) do grupo para aquela temporada. Ela/ele não precisa ser a produtor(a) local do evento, mas seria maravilhoso e mais prático que se unissem as duas funções em só uma pessoa. Mas é comum que a pessoa que realizou o primeiro contato e que mobilizou o público não tenha qualidades funcionais de produção. A helper terá sua inscrição garantida no grupo sem a necessidade de efetuar qualquer pagamento, independente do formato de grupo acordado.

A produtor(a) local está diretamente ligada à função de mobilização do público, divulgação do grupo na cidade e principalmente na estruturação do evento: escolha do local de realização, organização de material, agenda de atendimentos, criar parcerias e apoios e as inscrições. À produtor(a), além da inscrição garantida no curso, está destinado uma porcentagem de valor a partir das inscrições, em comum acordo em reunião prévia.

-> Para se tornar uma helper ou uma produtora local, entre diretamente em contato comigo e me conte mais dos seus planos e expectativas do grupo para sua cidade.

*Para fins de organização, serão considerados apenas 1 helper e/ou 1 produtor por cidade e por temporada. Os requisitos para a escolha são o primeiro contato e o número de participantes mobilizados. 

Qual o mínimo de pessoas para confirmar um grupo na minha cidade?

O importante é que tenha um número suficiente de inscritos que cumpra perfeitamente todas as despesas estruturais do grupo. Mas, geralmente, trabalhamos com um quorum mínimo de 10 pessoas inscritas na cidade.

Quais materiais e equipamentos são necessários no grupo?

Trabalhamos com o simples e a simplicidade é nosso guia. Destaco aqui apenas três tipos de materiais fundamentais para o grupo: colchonetes (1 por pessoa), uma boa caixa de som e um quadro/lousa/flip-chart.

Qual espaço ideal?

É muito importante que seja um espaço privado que caiba todas as pessoas em movimento corporal amplo e também deitadas, que seja tranquilo e que não tenha interferências de som ou de outras pessoas alheias ao grupo. Precisamos criar um espaço seguro de acolhimento durante todos os dias de estudos e práticas.

Programação geral do grupo
(para vivências de 3 dias)

Sexta-feira

Acolhimento. Introdução. Vivência.

18:30 às 20:00  – Acolhimento, apresentação, introduções gerais

20:00 às 21:00 – Vivência A PERCEPÇÃO DE SI: espaço pessoal e o contorno que damos aos vazios.

21:00 às 21:45 – Roda de conversa integrativa

Sábado

Teoria. Prática. Roda Integrativa

09:00 – 11:30 – Conteúdo teórico-prático baseado na abordagem da psicologia corporal de Wilhelm Reich

11:30 – 13:00 – Vivência O GRANDE SALÃO DOS ESPELHOS.

13:00 – 14:30 – Almoço

14:30 – 17:00 – Roda integrativa + vivência SUSTENTAÇÃO E SUSTENTABILIDADE.

Domingo

Teoria. Prática. Roda Integrativa. Finalização.

09:00 – 11:30 – Conteúdo teórico-prático baseado na abordagem da psicologia corporal de Wilhelm Reich

11:30 – 13:00 – Vivência DA EGOLOGIA À ECOLOGIA: novas sensibilidades em ver o mundo

13:00 – 14:30 – Almoço

14:30 – 17:00 – Roda integrativa e finalização

próximos eventos:

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