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PARQUE NACIONAL CAVERNAS DO PERUAÇU (MG)
Tipo de projeto
Pesquisa documental / Roteiro / Fotografia
Data
Outubro 2024
Localização
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu - MG
Função
Pesquisa e Direção
Edital / Patrocínio
Lei Paulo Gustavo – Edital LPG 02/2023 - Apoio as Produções Audiovisuais Mineiras; Categoria 1 - Desenvolvimento de Projetos - Roteiro e projeto de obra seriada do gênero documentário, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG)
Locais visitados
A pesquisa no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu percorreu seus principais sítios rupestres e geossítios — da monumental Gruta do Janelão às lapas do Boquete, Desenhos, Bonita e demais abrigos menores — explorando a arquitetura geológica, a arte ancestral e as camadas de ocupação humana. Entre registros em super slow motion, escutas de silêncio, análises das pinturas e caminhadas de deriva poética, nasceu uma investigação que une arqueologia, paisagem e narrativa sensível: da “fechadura cosmológica” às memórias gravadas nas paredes, cada lugar tornou-se laboratório para compreender como gesto, símbolo e tempo compõem a alma mineral do território.
Agradecimentos
No Gerais, expressamos nossa gratidão ao Cine Barranco (@cinebarranco), uma fonte constante de inspiração, onde o cinema se torna resistência e compromisso com a vida, expandindo suas fronteiras para temas urgentes do sertão, incluindo pautas LGBTQIAP+, territórios, memória e justiça social reflexiva, poética, estética.
Taynara Aparecida Neves da Silva; Terezinha de Jesus Neves; Geovane Ferreira da Hora; Reinaldo Alves de Oliveira (Nequita); Larissa Gabriele Vieira de Oliveira; Rejiane Farias de Castro Sales; S. Bauzinho; Getúlio Bispo da Rocha; Marcelo - IEF Pandeiros; Pedro Xacriabá; Luane Xakriabá; Lecin Souza; Gleydson Mota; Diana Campos; Damiana Campos; Marcela Bertelli; Centro de Artesanato de Januária; IEF Pandeiros; Cine Barranco; CineBaru - Mostra Sagarana de Cinema; Meu Cinema, Nosso Território; Revista Manzuá
Equipe
Concepção, argumento e direção: Diego Zanotti. Produção executiva: Simone Veloso. Assistente de produção: Pachamanca. Pesquisa : Roberta Chaves (Psicologia Social e Direitos Humanos) ; Simone Veloso (Jornalismo e Gestão Cultural); Joana Oliveira (consultora e especialista em Cinema e Comunicação Social); Ayanna Duran (Letras, Artes Visuais e práticas ancestrais indígenas); Francisco Rio (Artes Performativas, Educação Popular e Tradições Orais); Diego Zanotti (Psicologia Transcultural, Cinema e Ecopsicologia); e Pacha (Administração atrelada à experiência na construção de redes afetivas e comunitárias). Consultoria e Assessoria de Roteiro: Jona Oliveira. Fotografias: Diego Zanotti e Simone Veloso. Câmera /Teaser / Moodboard / Sizzle Reel: Diego Zanotti
Arqueologia – Vale do Peruaçu
O Vale do Peruaçu é mais do que um território arqueológico: é uma escuta. Entre paredões de arenito e inscrições milenares, pulsa uma memória que atravessa corpos e pedras. Minhas pesquisas no Vale partem do encontro entre a arqueologia e a psicologia do tempo, buscando compreender como o gesto humano — inscrito na rocha — sobrevive como forma de linguagem, mito e respiração ancestral.
Trabalho a partir de uma abordagem arqueopsicológica e etnográfica, na qual as pinturas rupestres, as cavernas e os vestígios materiais se tornam pontos de contato entre passado e presente. Nesse campo, o corpo contemporâneo é pensado como continuidade da paisagem: o homem como arquivo vivo, e a arte rupestre como narrativa do inconsciente coletivo.
As expedições e filmagens realizadas na região dialogam com comunidades quilombolas, indígenas e barranqueiras do São Francisco, articulando tradições orais, rituais e modos de vida à dimensão simbólica das gravuras e abrigos. O trabalho propõe uma arqueologia da escuta — onde cada silêncio, sombra e pigmento revelam uma cosmologia ainda ativa.
O Vale do Peruaçu é, assim, laboratório de imagem e pensamento: um território onde cinema, arqueologia e psicologia se cruzam para investigar o que permanece invisível — o sopro humano nas paredes da Terra.
METODOLOGIA DA PESQUISA
Metodologicamente, a pesquisa da série Resto de Mundo é caracterizada por sua abordagem participativa e interdisciplinar, integrando antropologia visual, sensorial e práticas colaborativas.
Um ponto de destaque da pesquisa são as próprias pesquisadoras/es, cujas trajetórias acadêmicas, pessoais e profissionais enriquecem profundamente a abordagem do projeto. Na perspectiva multidisciplinar da série Resto de Mundo, os pesquisadores e pesquisadoras trazem formações diversas que enriquecem o projeto em diferentes camadas. Roberta Chaves vem da Psicologia Social e Direitos Humanos; Simone Veloso possui formação em Jornalismo e Gestão Cultural; Joana Oliveira é especializada em Cinema e Comunicação Social; Ayanna Duran tem sua trajetória ligada às Letras, Artes Visuais e práticas ancestrais indígenas; Francisco Rio contribui com sua vivência nas Artes Performativas, Educação Popular e Tradições Orais; Diego Zanotti integra o grupo com sua formação em Psicologia Transcultural, Cinema e Ecopsicologia; e Pacha fortalece a equipe por meio de sua formação em Administração atrelada à experiência na construção de redes afetivas e comunitárias. Essa diversidade acadêmica e prática proporciona uma abordagem ampla, sensível e interdisciplinar, permitindo um olhar mais profundo e conectado com as realidades pesquisadas.





































































































