O MOVIMENTO SINCERO

Uma jornada pelo mundo das consciências corporais

Fortaleza, CE.
30 de junho de 2018

Osheanic International

Não respiramos porque temos medo de sentir. Não sentimos
porque temos medo de respirar.

Nos últimos 10 anos tenho acompanhado com mais atenção os fluxos das psicoterapias corporais e as chamadas “ativas vibracionais” dos terapeutas modernos do organismo. Especialmente nestes três derradeiros anos de prática, até os dias de hoje, estou em contato direto com as abordagens neoreichianas do corpo que me levam a longos e intensos mergulhos em espaços pra lá de originais, espaços de campo telúrico e búdico, os chamados “budha fields” espalhados pelo mundo afora. Convivendo nas Comunas e Comunidades sustentadas por esses trabalhos bioenergéticos, tive as mais impressionantes experiências, das mais transcendentais, que superaram meu senso de realidade física, até as mais materiais e densas que desafiaram minhas forças. Dentre todos os destaques que posso dar acerca destes locais potência, preciso compartilhar um fator de descoberta que venho consolidando em minha própria história: Não respiramos porque temos medo de sentir. Não sentimos porque temos medo de respirar.

Os exercícios de bioenergética são por vezes fortes e exigem coragem e disposição mental (mais que corporal) para enfrentar as resistências, como couraças duras em forma de dor e irritação espalhadas pelo nosso corpo. Antes destes mergulhos de corpo inteiro, eu optava por tocar apenas nas defesas mentais mais controláveis, falar e solucionar questões até mesmo profundas, mas apenas pelo intelecto e por formas-pensamentos mais compulsivos em minha mentalidade tirânica. Girava em círculos e gozava sem sair do lugar. Para mim, com a perspectiva daquela época, era praticamente uma ilusão  a possibilidade de mapear as couraças espalhadas pelo corpo. Mas hoje tudo se revelou no avesso. Quem é que nunca apontou para o peito ao se referir a alguma angústia? Ou que apontou para o mesmo lugar ao se referir a alegria?

Aqui nesta comunidade, observo o tamanho de minhas emoções e os efeitos delas na minha história para que, no momento certo da primavera, eu me  liberte de mim mesmo e deixe uma nova energia florir. Tudo é questão de preparar o solo para a transformação.

no canto de cada uma dessas experiências, fica um pedaço intacto do mistério.

É claro que hoje percebi que as contrações do medo são as melhores vias de acesso à um relaxamento pregresso, à um lugar posterior de revelação e entendimento de si que facilita um certo encaixe no mundo, uma certa sensação de amar verdadeiro. Hoje, depois de uma série de encontros com pessoas demasiado humanas, coloco no meu peito a experiência de amar, enquanto aprendo sobre o que é isso, de fato. Hoje esse amor misterioso que corre nas minhas veias é realidade. Convivo com meus músculos, convivo com minha atitude muscular, com minha corporalidade energética presente em cada tensão e expansão dos beats do meu corpo. Pulsações.

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