Author / diegozanotti

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  • QUANDO A FORÇA VIRA FORCA.

    Quando caiu a ficha de que todo ato de censura é uma afirmação da potência do censurado só que ao revés, os atos autoritários passaram a ser um indicativo de Revolução para…

  • SOBRE AQUELES RIOS INACABADOS

    Um catimbau de forças pululam este Sertão. Sô Roberto – quem sabe outro desses Rios inacabados – ecoa pelo cerrado com seus gritos de fé. Tivemos um encontro forte, emocionante, infinito. Toda a travessia era possível nesse vai e vem de intensidades que rasgavam as cercas místicas.

  • CONVERSA FIADA

    Liberamos para o público o primeiro documentário da série de pesquisas com as mulheres xamãs do Brasil profundo com as quais venho aprendendo muito. Conversa Fiada é o primeiro fruto de uma…

  • OLHAR BRASILEIRO no Jornal Estadão

    No longa Gerais da Pedra, Diego e mais dois amigos percorreram a saga de Diadorim, personagem de Grandes Sertões. “Fizemos os três sozinhos em um mês. Está em fase de finalização”, diz. As viagens e projetos de Diego estão documentadas em seu Instagram.

  • A SEDE DO SOL

    Talvez hoje eu consiga sintonizar mais com o que li de Deleuze no passado, quando dizia que toda a educação deveria ser uma educação para a solidão e que o problema hoje: “…não é que não nos deixam sós, é que não nos deixam suficientemente sós“.

  • O MOVIMENTO SINCERO

    Nos últimos 10 anos tenho acompanhado com mais atenção os fluxos das psicoterapias corporais e as chamadas “ativas vibracionais” dos terapeutas modernos do organismo. Especialmente nestes três derradeiros anos de prática, até os dias de hoje, estou em contato direto com as abordagens corporais que me levam a longos e intensos mergulhos em espaços pra lá de originais.

  • GERAIS DA PEDRA – O FILME

    Gerais da Pedra é um filme sobre encantamento. O rastro da história cravada ou submersa dum Grande Sertão roseano inventado a cada dia – porque a rotina, ela própria, não suporta. Então pé na estrada!

  • A ERA DOS AVESSOS no Jornal Tribuna de Minas – 21/05/2017

    “O cinema no qual acredito hoje é aquele praticamente sem roteiro, consequência de um encontro ou situação, algo bem vulnerável”, comenta o diretor do curta-metragem ficcional “Entre parênteses”, sua única incursão pela ficção. Única? “A disposição para ouvir histórias sempre esteve na minha vida. A psicologia clínica é uma forma de mergulhar com o outro em narrativas. Para mim, todas são grandes ficções. Mas de qual eu me aproprio?”, questiona ele, que se virou do avesso para encontrar as respostas.

    VÃO DAS ALMAS – TERRITÓRIO KALUNGA

    Porque uma dose de fábula kalunga não faz mal a nenhum destino. Em tempos de luta, revoluções, involuções e vômitos pelos cantos do país, há o brandão da reza-forte, do batuque das mulheres, do canto dos Reis, do terço-amuleto, da cruz cravada no céu pedindo chuva…

    PRIMAL

    Sem nada somos a própria terra, que mata, come e saliva.O verdadeiro suor é lama.

  • …por onde passa um rio.

    A Grande Hora amolecia seu rosto e seu olho, pálpebras em ondas, visão molhada. O que mais havia de ser transformado naquele momento para salvar aquele menino do deságue inquieto da sua solidão?

  • O Canto das Kayapós

    Por vezes eu pensei que era um encontro impossível. Não por falta de vontade ou de presença, mas porque havia ali uma força pouco natural que vinha de mim e das circunstâncias de um provável choque cultural. Perguntei-me algumas vezes se eu queria mesmo estar com elas. Perguntei também se meu deslumbre queria mesmo ficar intacto e só lembrar dos cânticos sagrados da madrugada.

  • …um conto que já se foi. Um dia larguei tudo e parti…

    […] Era mais que certo: ele odiava despedidas. E era ainda mais simples: um gesto que lhe causava medo causava-lhe também um brio, um capricho. Só era preciso partir. E essa inocente poeira de confusão vacilava nele mesmo e naquela casa um almejo pelos cantos vazios. Como se todas as coisas ainda não tivessem sido conquistadas…

  • SENHORA DOS ANJOS E ARCANJOS

    Conversamos sobre o destino ligeiro da vida, bem no fundo das palavras, e investigamos se estávamos mesmo dispostos a viver uma vida sem murmurar restolhos de coisa alguma. Perguntei sobre alguns causos misteriosos da região e ela me ofertou uma inacabável tarde às voltas de seus porquês e de seus relatos que misturam a realidade, o imaginário e o místico numa mesma corda sonora de prosa.

  • … o mundo não é pequeno, as sincronias é que são grandes.

    …parece que há um certo modo de olhar as coisas que olha também para nós.